sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um pedido

Nos encontramos envolto de malícias e maledicências.Somos errantes e entorno disso justificamos, explicamos e impomos nossas falhas e acertos.Nosso jeito de amar simboliza status e complemento, sem se aperceber que amar é retribuir e guardar.No lado oposto do vitral, há os insolentes, infelizes e frustrados que não sabem e nem praticam o significado e a praticidade de se amar.O prático é o dia-a-dia.A significância se encontra em nomes.Deles, delas e das próprias palavras sinonímias.
Deus sabe o quanto errante estive e permaneço, mesmo a todo dia me voltando a ele como falso arrependido, que no outro dia persiste no mesmo erro.Mas Ele também sabe o quanto estive ao seu lado e do lado de quem dedico amor e respeito.Como o ar rarefeito.Cheio de seus defeitos.Não há porque guardar em meu peito, o sofrimento que outrora se tem feito.
Em figuras simplistas me dedico ao amor da arte, ao sorvete vespertino e ao espelho da mente refletindo sacrifícios, promessas,sonhos e quietude.Ao amanhecer, preparando um suave licor espalhando ternura por entre as grades da janela enfeitada de cactáceos.Lutando, ansiando e pedindo a Ele por justiça.No sol, os raios que me cobrem de luz.E sumo por entre as folhas secas do velho outono.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SECOND LIFE


De duas, uma e meia.Eu logo ali na varanda contemplando o raiar dos raios solares e lunares(mesmo o primeiro servindo de apoio ao segundo).Como análogo a isso, eu vivo com meu brilho e o brilho da suave Maria.É!Ela está aqui de novo.São extensões de minha vida, que de vez por outra se depara com o nada daquela cidadezinha vizinha.E lá logo vou eu a passos de lebre de encontro a uma imensidão de "boas-vindas", partindo daqui, partindo dali.Sempre, sempre à vontade.E eu compadeço.Aprovo.Sorrio.Elas retribuem e pedem BIS pelas minhas presepadas.

São gêmeas em atitudes e complacentes em fervor por minha presença, sem falsas modéstias, me orgulho por ser importante a ELAS.São três, sabe?Mas é como o meu DEUS, UNO e TRINO.Elas são três em uma.A conversa logo escorrega pela mesa redonda daquela varanda referida logo acima.São volúveis.Vão de deboches a fome no Quênia.Saudosos e burburinhos, nos juntamos e nos desconcertamos com tamanhos absurdos.Proferidos de mim e do meu infalível amigo, caro amigo.Faltou um pequeno grande coração, de uma moça do humor apaixonante.Ela, sempre, presente na ausência.

No meio dos aplausos, o certo moço que aqui se atém passa por um estreito espaço e põe ao chão um copo de cristal que de logo se quebrara.Todos param o que fazem para vê-lo cometer mais um daqueles pequenos desastres que só ele/eu sabe/sei fazer.Isso se acumula entre os detritos de seu coração por logo saber que voltará para o fervilhame do interior.Caipira por insistência.Maria me convidara a ficar mais, mas já sabia que deveria partir.Quão cedo fosse, sofrimento faz pose.E um adeus com beijos em névoa.Minha segunda vida é logo por lá.A dela também.Lá se fica nosso momento de fuga.Ai os cacos de vidro voltam a ferir.Pela horrível distância.

domingo, 10 de julho de 2011

À Luiza - por mais recomeço (reformulado)


Atrocidadas palavras e atropelo de ofensas circundaram uma relação dispudorada e sadia entre dois comuns.Desde o tempo em que se iniciava a puberdade seus olhos entraram em perfeito acordo com meu sorriso.Seus longos fios encaracolados arodearam-se entre meus membros, sempre me protegendo, me defendendo, me confiando tudo em relances de imagens vindas de outrora.Agora seu capilar é liso.Liso e suave como as palavras que ela profere em minha direção.Sempre me erguendo, me ovacionando, me firmando a ela.Estou aqui em tua presença.Mais profunda impossível.

Talvez por medo de um egoísmo sem necessidades e de uma escuridão ao nosso redor,ou por forjarem situações para nos separarmos, que, na verdade, descobrimos que sempre nos contemplavamos.Um ali no seu recanto, o outro a procura de outros.Nada comparado.Me permiti de novo:você a todo dispor.Sua segurança, sua bipolaridade excitante, seus olhos cor de chamas ao ouvir minhas lamúrias e meus atropelos.Agora compartilhados, defasados.

Exaustos e mais experientes percebemos quantas tardes acastanhadas pelo sol a se pôr perdemos.Nos recuperamos e trouxemos de braços dados um pouco mais de humildade e reconhecimento dos erros.De ligações esporádicas no telefone, até a presença firme e assídua mais uma vez.À um novo recomeço.Esse aqui:vem, Luiza, estou a seu inteiro dispor.




Por 8 anos de amizade.E por gênios muito parecidos.Tudo refloresce.

domingo, 8 de maio de 2011

A mesma Maria


Subimos ao mais alto degrau para recordar as saudáveis conversas que nos propusemos a compartilhar ,sem compromisso nenhum, de amizade ínfima.Juntos, eu e ela, construímos uma relação de amenidades e silêncios concebidos em pausas de diálogos tensos.Sua sintonia encontrara gargalhadas em demasia, acompanhadas de um exagero em forma humana, mas ela sabia que em tudo podia confiar.E pode!Mesmo com a distância.O rapaz aqui soluça e se desseca de tanta saudade.

Seu doce caminhado rumo a dispensa encontrara alguém de costas a ela, com o decorrer da conversa, gradativo se virou a ela.Proferiu duas ou três palavras, e emocionado quase disse, até a doce Maria interromper:"Ah, não, Fidalgo, chorar não, por favor!"Ele ficara muito assustado com o tom em que ela se propôs a falar.Calados ficaram ali.Em apoio um ao outro.Como deveras ser em toda vida, ao atraso padeço até os dias de hoje, mesmo sem ela ao meu lado.

Às demonstrações de carinho, quase veladas, algo mais importante a se dizer:"Em tudo somos um.Temos mães que nos apóiam, como somos, uma família a se por em ordem,e o romantismo escondido nos cílios postiços.Você em seu doce afago retribuído pelo The Scientist, eu por aquele em que se dispôs a só me maltratar(...e que tato!)."

Ao dia em que chegastes à minha casa, trazendo na bagagem pessoas de estima imensurável, e às últimas pisadas naquele terreno arenoso, onde poderíamos ter brincado de cirandas, se não fosse o caso de ter te conhecido tão tarde em minha vida.Do primeiro encontro, revelo a citação de nomes, até chegar ao meu, em que virei para você:"Oiiiiiiiiiiiiiiiii!"E àquele último em sua casa, em que me senti deslocado, e em lágrimas, não mais impedidas por você, me entreguei aos prantos e à cereja do bolo que sonhava em beliscar na madrugada de revelações.Sonho teu!


À você, Maria, incansáveis vezes entrego-te minhas humildes palavras e citações enrustidas do amor inconcebível.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

QUIETO!


Tudo se passara de forma repentina,como num sopro que soou gélido, seu olhar se fixou num abismo.Ancorou os desafogos, engoliu prantos e revestiu o semblante com uma máscara de ferro.Intacta e estóica.Os silêncios circundaram seus pensamentos monótonos,mas permaneceu cético, em tudo ao redor.
Subiu ao mais alto dos fluidos desejos, contendo as desgraças alheias para não ser interpretado como justiceiro, ou mesmo apaziguador de ânimos.No longo percusso aprendeu a raciocinar de forma mais direta, por caminhos deficientes, sujos de hipocrisia e sorrisos ressequidos.É assim o futuro das relações em geral.Incluso a abstenção de palavras que confortam um coração em chamas de solidão, seu abraço deu pausa de outros membros.Abraçara a si mesmo.Era mais voraz e singelo.
Calou-se então aquela pequena criança,suave e ilesa de perversão.Nasceu o delicado e calculista adulto, dono de seus atos, silêncios e mililitros de angústia.Sim, porque a aflição só tem espaço na mente até o raciocínio mudar suas intenções.É!Esse insensato dispôs de outros desafios.Os mais objetivos possíveis, sem espaço à opinião alheia.







21 anos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Foi só um lapso...


É desses encontros suspensos de disposição que nos deparamos com o acaso.Estavamos alegres, proferindo bordões de outrem.Quando aquela magnitude se passa em nossa direção disseminando sua masculinidade e nos oferecendo algo de relance, como num impasse, vindo a nós de forma surpresa.
Senti a traqueia fechar, os olhos comprimirem, e o garoto ao lado aprovar!A vontade do atropelo me veio na vértice da língua, aquela a qual residia em lábios que responderam um "sim"(com muito esforço).
Foram longos 23 segundos contados, mas foram assim intitulados, não por estar ao lado dele, e sim por não querer estar lá, onde ocupara um lugar, o qual perdeu para um rélis indivíduo.O companheiro ao lado arquitetara tudo na vontade de um acerto, ou apenas um aperto.De mãos.O tal tato, sabe?(Que não era mais o TATO!).
Não, ele não era mais o mesmo, que forçara horrores.Aquilo não passara de um cumprimento.Dissimulando respeito mútuo.E em gestos delicados, o que não sucedia aos acasos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Alçar voo

Alguém de vestimentas simplórias, rosto destroçado pelo tempo e ditos convencionais, soltou o rabo de cavalo que prendia suas madeixas e proferiu em minha direção:"Tu és doce, exala sonhos, encanta e destoa quem passa em teu caminho, mas tu sabes que é doce!Segue límpido,vai..."
Aquilo me deixara em constante reflexão, sou assim.Todo em mente.Suguei suas palavras e fiz delas meu mantra.Essa senhora distinta me conhece há anos, e no andar da carruagem dita meus anseios e minha ânsia em sair.Mas sair do que?
Pálidos olhares e sorrisos ressequidos da amargura do não-ter, são expostos.Sou todo amor, mas escondido e discretamente rústico.E indiferente.Na vereda, passei de cirandas à maus-tratos(...e que tato!)Sobre os toques me encerro aqui.Ele era suor e insutos.Sou mazoquista.Com ele.Sem ele.Há anos.
Persigo meus vestígios, e deixo em provas minhas expressões.Decolo em breve!Em todo bege, ou pardo, no que preferir na hora.
Não esqueçam do EU, esse todo singelo.
P.S.
SUA!É SUA.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Da Maria


E daquele, os silêncios compartilhados.
E ainda as muitas - boas - horas de conversa no telefone.
Guardou os planos maquiavélicos daquele moço.
Guardou ainda - de alguns - o poder de fazer alegria nascer em qualquer lugar.(Gilberto, Brenno e Nayana).
Me perdoe a intromissão, CHÃO!Estou aqui pra distribuir aqueles copos-de-leite jorrando lágrimas e os sorrisos coloridos em contato com sua presença.
Maria, siga com sua luz.Do outro lado estou eu, gemendo de saudade.Ai.

domingo, 22 de agosto de 2010

Rol do gozo!


Olho fixo.Desvio ativo.Riso faceiro.Recíproco interesse.Lugar apontado.Primeiro vai.Segundo aprochega.Boca trêmula.Olhar cerrado.Contato físico.Pescoço lambusado.Saliva afável.Narizes encruzados.Mãos ternas.Pêlos arrepiantes.Ouvido aquieto.Dentes ferozes.Lábios delineados.Músculos afronta.Joelho calibrado.Nádegas saltitantes.Dedos apontam.Vozes agonizantes.Soluços graves.Pernas encaixadas.Fight one!Vômito hormonal.Gozo completo.

sábado, 31 de julho de 2010

Refogando vasos sanguíneos


Libere seus hormônios para uma comilância sádica e segura.Numa dádiva gustação compadeça de todos os transtornos externos, são eles os culpados pela desconcentração, frustração e estresse.
Siga seus extintos mais pecaminosos e animalescos, sem constrangimento de abaixar o seu jeans Dame Jean, tire seus acessórios da compacta bolsa Kalvin Klein; destitua-se de máscaras, elas não mais funcionam, sem pudores, desde já!No vulgarizado palavriado, faça bem gostoso, sua vaca ripeira!E encerre na maior austeridade e altividade.
Meu jeans ficara preso entre os cacos da garrafa de vinho que tomamos, ou foram meus pensamentos que tomaram proporções falhas e distorcidas do que queria.Te vi logo ali na pracinha, às costas com uma bezerrinha.Zoófilo asqueroso, eu te quiz!Não me olhes mais, Jr!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As vadias e seus sinais


Sua garganta declara engolir gozo para um bom gargarejo e,em seguida,uma boa celebração de missa.
-"Aonde estão meus coroinhas?Já estão trajados nas vestimentas e despidos na intimidade?"
Sua voz declama amor a um Deus, e repassa isso aos seus fiéis ouvintes.Na hora do ofertório, suas mãos cansadas de masturbarem o ânus com o microfone, deslizam pelos pêlos pubianos do moço ao lado(o que o fará, no contexto político-religioso, tornar-se desfalcado sexualmente).
Após sua celebração, dispara rumo ao quarto, pratica seu ato pecaminoso com seu próprio órgão, e ultimata com uma roçada leviana nas nádegas da moçinha orando para imagens de gesso pintadas a tinta óleo, aquele cheiro a destoa e ela adormece.Pá!
Alguns deles,atrevidos, empregando seus falsos moralismos, ditam que o casamento gay, é obra do satanismo, que há mais médicos, empresários e advogados pedófilos, do que padres, e que isso é uma perseguição a sua ALA(lindas vestidas a caráter, em bordados com swarovski), e que há diferenças significativas em molestar uma criança e um adolescente.
-"Você minha querida que veio a se confessar em presença de Deus-Pai, já tem pêlos lá...?"

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ARTE CORTANTE

Ela em sua doce intimidade sabia cuidar bem dos encaracolados pêlos pubianos tingidos de castanho-claro, em homenagem ao deus sol, seu barbeador de três giletes desfilava pelo matagal irradiado pela luz solar a formar figuras escandalizadas.
Levava alguns mimos para um fim de tarde mais agradável naquele estressante trabalho.Seu baton preferido era deslizado nos grandes lábios e penetrado nos diminutos.Seu lápis de olho formava traços ao redor como arame farpado.Seu gel íntimo cuidava de apimentar seus suculentos desejos carnais, e em seguida injetava vibrações sólidas em forma cilindral.
Até que o zelador de dois metros e doze chegava para a última limpeza dos banheiros masculinos, chegando a última divisória, ela o olhava com a sensação de tarefa cumprida.Ele resolvia ajudá-la naquela obra primorosa despejando sua urina quente e branca sobre seu orgão maestral.Uma prática de Golden Shower que finalizava sua arte vaginal.Em forma de ventre invadido.E molhado.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A chamada "saúde mental"


O que para muitos é algo fora de cogitação para comentários em meio a conversas, para outros, com espírito filósofo, é algo imprescindível para um papo intelecto.A deficiência das pessoas, em suas relações superficiais ou íntimas, é colocar no meio de diálogos sadios, comentários deprimentes em curiosidade pela vida alheia.Há uma certa frase de uma moça com aparência nórdica, que diz muito em poucas sílabas acopladas:"Campanha pela vida, cada um cuidando da sua!"É difícil de expremê-la?De levá-la para o dia-a-dia?E o que dizer daqueles que não conseguem se desprender disso?Entra a saúde mental, como uma agulha penetrando num ânus dilascerado por pênis de todos os tamanhos e espessuras...um NADA, como cócegas.
Algo que se trabalha durante sua trilhagem pela terra seca e pisada por tantos outros humanos que já debatiam, em outras visões, claro, sobre o psicológico original de cada um.O que vi em meio às relações de hoje em dia é que o prevalescente é o interesse intra-pessoal, e dos outros se comentam o pior.
O julgamento prematuro forma uma cadeia de significados maiores e com dimensões retrógradas, os rótulos são os maiores exemplos disso, principalmente no que diz respeito à exclusão social(um exemplo de patologia histórica).
Em resumo, devemos todos nos tratar com o devido respeito,porque essa interatividade, independente dos interesses, vai declinar, e chegará a uma insustentável comunicação.Um conselho, leve o bom humor pra todos os comentários, até para os mais ardilosos, ficam mais excitantes, sabe?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aos três

Suas ferrenhas palavras para um novo molde fazem a ternura de meus lábios corresponder aos seus conselhos e renovar o espírito .A suavidade que vocês passam me firmam nas nuvens e me debruço num colo sadio e real.
Como voltado a uma prece me encontro de novo no mesmo dilema:"Será possível encontrar a confiança?"E no fundo do salto acrílico encontro um pequeno espelho triangular contendo em cada ponta um de vocês.Escuto suas vozes e encarno a rainha indomada,adormecida e dilacerante dentro de mim.A gritaria externa não mais nos incomoda, e nos escondemos no matagal dos pudores, somos sim, orgulhosos!
Aos poucos e bons momentos juntos, dedico meu blog, voltado para a liberdade sexual, a vocês:
Maria Elda;
Nayana Morais;
Gilberto Medeiros.
E ao nosso primeiro festival de inverno no mundo, juntos.Vamos nos fundir?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Maria, e agora?

As framboesas verdes que me oferecestes foram em vão?Seu olhar salgado em lágrimas encontraste um virgem tímido-extrovertido a procura de uma rainha para seu altar fantástico.E vai abandoná-lo?O que há?Não o ama?Há reciprocidade nos conselhos? Aos pés sujos de um percusso longo ao seu encontro?O que há,Maria?Me desejas?Tens fogo ardendo no coração?Faça uma prece e caminhemos em praias nudistas em ponto de atrucidar a vadia solidão de uma vida corriqueira nas metrópoles.
Lembre-se dos momentos contados em palmas da mão que encontraram-se e sugaram veneno e ervilhas aromatizadas.O teatro da apologia ao passado encerrou!MULHER, é o que és!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Aos mesmos

Dos olhos mornos de uma pequena força de hábito, a rotina sexual cai na mesmice, e o que fazer?Os órgãos já não suportam os mesmos artifícios e instrumentos de rumo há um possível(talvez)recíproco gozo.A individualidade chega a uma margem insustentável.Os casos anteriores fluem nos pensamentos masturbantes de um inverno congelante, sufocando o globo ocular numa viagem rápida e crua, mas temperada.
Desvendando o suor das veias e do sangue quente no corpo alheio a transa.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cleópatra!

Seu sopro estava a cinco palmos de alcançar os tímpanos de seu escravo e deixá-lo a um passo da morte, mas sua perspicácia notava que aquele canto de sereia jamais o levaria a tamanho precipício.Cléopatra suspeitava de um recíproco interesse, e seu poder feminino não desperdiçaria músculos negros acompanhado de raros pêlos brancos, apenas por insegurança de seu súdito.Mandava recados pelas amas-de-leite para que seu negrão fosse até seu quarto deixar os pratos do dia.
Seu insaciável apetite masculino devastara seus pensamentos, e num simples pulo sobre as costas dele, formaram treze posições em quinze minutos.Um recorde, para enconder-se das más línguas.
Seu coração pulsava o orgasmo dele e suas veias prendiam os apertos dos seus melhores quinze minutos de vida.Seu medo era que além daquilo, houvesse um feto em formação.Um mistério do qual nem este sabe.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cassino


Suas genitálias procuravam jogar baralho em posições descritas pelo antigo Kama Sutra, enquanto seu olfato caçava o cheiro dos melhores incensos do local.Um cassino.Sua intimidade negava qualquer afeto pelo local, mas sentia tesão em saber que seu dinheiro não era suficiente para pagar a perda dos jogos(perda proposital), então o que faltava era pago com doces transas em pleno buteco.
Suas cartas simulavam gozo pleno ao ganhar, porém gemiam quando perdia e entregava seu órgão ao jogador do lado.Sua bolsa de Liubliana guardava segredos somente revelados a seus amantes.Um deles descobriu numa insana trepada que ela seguia um ritual desenvolvido por monges da antiguidade, que consistia num aperto de sentidos para mentalizar a chegada ao paraíso celeste.Sua assustadora reação provocou um coito raquitico, e ele resolveu dar as costas a ela.Fora desprezada.Sua magia hormonal estava destroçada, e sua mente, depredada.